Medicina Hiperbárica foi tema do CBMI 2014

Na edição de 2014 do CBMI, que aconteceu no começo de novembro em Goiânia, um dos temas apresentados foi a Medicina Hiberbárica relacionada à terapia intensiva e ao paciente crítico. Além da exposição de uma Câmara Multipaciente para Oxigenoterapia Hiperbárica na Feira de Negócios, a Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica promoveu um Simpósio Satélite para apresentar a temática aos congressistas.

Com o título “Efeito do Oxigênio Hiperbárico nas Infecções”, o palestrante Dr. Paulo Antoniazzi esclareceu as dúvidas de pouco mais de 150 pessoas. A coordenação do simpósio ficou sob a responsabilidade do Dr. Marcos Knibel (RJ) e a mesa foi moderada pelo Dr. Fabrício Rech e Dra. Luciana Caccavo.

A principal divulgadora da terapia durante o evento e sempre presente no estande onde a Câmara estava exposta foi a Dra. Marisa D´Agostino Dias, diretora científica da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. “A exposição do equipamento e o simpósio foram oportunidades únicas e originais para a apresentação da terapia oxigenação hiberbárica (OHB) na terapia intensiva. Aparentemente, as duas áreas médicas são distantes, mas na verdade, muito frequentemente, são, não apenas próximas, mas inter-relacionadas”, explicou.

A médica intensivista acrescentou ainda que na prática diária da medicina intensiva são frequentes os casos clínicos que envolvem infecções necrotizantes com repercussões sistêmicas, pacientes grande-queimados, intoxicações e envenenamento por gases hipoxemiantes, estados comatosos por embolias em áreas associadas à insuficiência ventilatória com ou sem lesões pulmonares e, ainda, pessoas vítimas de traumas graves ou complexos.  “Esse é o grupo de pacientes que mais necessitam e podem se beneficiar da interação medicina intensiva e medicina hiperbárica”, disse.

Durante o simpósio foram apresentados alguns casos clínicos como, por exemplo, o uso da OHB nos casos de infecções do sítio cirúrgico. O palestrante demonstrou que as alterações teciduais, principalmente em partes moles com infecção e inflamação respondem rapidamente à OHB. “Na maioria das vezes permitindo a ressutura e acelerando a cicatrização, evitando, assim, novos focos de infecção”, esclareceu o Dr. Antoniazzi.

Caso clínico apresentado pela Dra. Luciana Caccavo foi o uso da OHB no tratamento do pioderma gangrenoso, uma doença coletânea inflamatória rara, porém de difícil tratamento. As lesões iniciais são pústulas, nódulos ou bolhas que evoluem para úlceras destrutivas, apresentando centro necrótico, com sangue e pus. “O tratamento, variável com antibioticoterapia, corticoides, imunossupressores e imunomoduladores, pode apresentar bons resultados e deve estar associada a analgésicos e antissépticos tópicos. Nesses casos a OHB tem sido descrita como um importante tratamento também efetivo que acelera a cicatrização, além de controlar as infecções secundárias”, conclui a médica.

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