O que é?

O que é Medicina Hiperbárica
É um método terapêutico (de tratamento) em que o paciente é submetido a uma pressão acima da pressão atmosférica, respirando oxigênio puro (100%), por cerca de 120 minutos em sessões diárias, dentro de Câmaras Hiperbáricas, seguindo protocolos pré estabelecidos e adaptados a cada caso. Nas câmaras, o paciente recebe oxigênio numa concentração que atua nos tecidos mais profundos.

A medicina hiperbárica não substitui outros tratamentos, mas é um importante aliado para a obtenção de resultados mais rápidos e expressivos.

Muito mais do que um tratamento de doenças descompressivas, a medicina hiperbárica é uma poderosa auxiliar na terapia de diversas patologias graves.

Tratamento
Antes do tratamento, o paciente passa por anamnese, que é uma avaliação do histórico clínico e uma avaliação clínica. Dentro da câmara hiperbárica, o paciente deve utilizar uma roupa especial de algodão e sapatos especiais, oferecidos pela Hiperox. São totalmente proibidos : metais, maquiagem, papel e telefone celular.

Como a pessoa fica ao longo de uma hora e meia respirando essa elevada concentração de oxigênio, acaba recebendo de 15 a 20 vezes mais oxigênio que o normal. Assim, inchaços e edemas que dificultam a circulação são reduzidos. E isso otimiza e acelera a cicatrização das lesões. Lembrando que, todo o procedimento é acompanhado por técnicos e enfermeiros, dentro e fora da câmara onde ficam acomodados os pacientes, submetidos juntos a cada sessão.

Histórico da medicina Hiperbárica
É um método terapêutico (de tratamento) em que o paciente é submetido a uma pressão acima da pressão atmosférica (de 2 a 3 ATA), respirando oxigênio puro (à 100%), por cerca de 120 minutos em sessões diárias, dentro de Câmaras Hiperbáricas, seguindo protocolos pré-estabelecidos e adaptados a cada caso.

A medicina hiperbárica teve seu início associado ao desenvolvimento das atividades de mergulho e trabalhos em ambiente hiperbáricos, como nas minas de carvão e tubulões, tendo a engenharia um papel fundamental no seu desenvolvimento.

Existem registros de atividades de mergulho e doença descompressiva desde os tempos de Aristóteles nos anos 300 a.C., quando foram descritos sintomas sugestivos de barotrauma do ouvido médio com ruptura do tímpano. No entanto, há relatos ainda mais antigos de atividades de mergulho desde 4.500 a.C., que buscavam pérolas e conchas.

Foram os engenheiros das minas de carvão no século XIX, que primeiro relacionaram os sintomas apresentados pelos operários, ao saírem das minas, com a mudança de um ambiente pressurizado para outro com pressão normal, na superfície. Coube ao engenheiro francês, Triger, em 1841, a primeira descrição dos sintomas da doença descompressiva. Mas só em 1854, Pol e Watelle foram os primeiros a observar que a recompressão aliviava os sintomas.

Outro engenheiro que teve grande importância no desenvolvimento da medicina hiperbárica, foi E.W. Moir, em 1889. Moir instalou uma câmara hiperbárica durante a construção de túneis ferroviários, sob o rio Hudson, em Nova York, reduzindo a mortalidade dos operários de 25 para 1,6 %.

Em 1878 o fisiologista francês Paul Bert publicou a obra “La Pression barometric”, provando que a doença descompressiva era determinada pela formação de bolhas de nitrogênio nos tecidos e no sangue circulante e, que a respiração de oxigênio, sob pressão elevada é tóxica para o sistema nervoso central, provocando convulsões. Tal sistema ficou conhecido como efeito Paul Bert.

O uso terapêutico da oxigenioterapia hiperbárica ocorreu em 1937 com Behnke e Shaw, que trataram doenças descompressivas de maneira sistemática utilizando-se tabelas de descompressão. Na década de 30 as marinhas inglesa e americana iniciaram inúmeros estudos para aplicação terapêutica da oxigenioterapia hiperbárica.